Vittorio Gregotti distinguido na Trienal de Arquitectura

Por a 11 de Agosto de 2007

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Marisa Oliveira
O Prémio Carreira Internacional Trienal de Arquitectura de Lisboa foi entregue a um dos autores do Centro Cultural de Belém. Vittorio Gregotti é considerado um dos grandes nomes da arquitectura moderna europeia, e recebeu o galardão com emoção das mãos do Presidente da República, Cavaco Silva, tendo afirmado também que este é um dos seus melhores projectos.
Considera-se um arquitecto que sempre tentou basear a sua profissão sob alguma reflexão teórica, um pensamento que não pode ser separado da arquitectura que faz, "uma espécie de busca de relações lógicas sob os quais basear a própria pesquisa". Escreve livros, dirige revistas e é professor porque quer ser arquitecto e não porque pretenda ser historiador ou crítico de arquitectura, explicou o arquitecto numa entrevista a Marisa Barda, arquitecta brasileira.
Nos seus projectos, procura dar importância ao desenho urbano no seu conjunto. No entanto, atribui aos detalhes uma grande importância, porque para os tornar essenciais e pouco expressivos, têm que ser muito bem estudados.
A sua assinatura traduz precisão, simplicidade e organização. De entre as suas principais obras destacam-se o Centro Cultural de Belém, o Estádio Olímpico de Barcelona, o Teatro degli Archiboldi ou o Guggenheim de Veneza e vários centros comerciais, edifícios governamentais, escritórios, hospitais ou universidades.
Nasceu em Novara em 1927 e terminou a sua licenciatura no Politécnico de Milão em 1952. Colaborou com L. Meneghetti e G. Stoppino de 1953 a 1968 e em 1974 fundou a Gregotti Associati, onde é presidente.
Gregotti foi professor de composição arquitectónica na Universidade-Instituto de Arquitectura de Veneza (IUAV), leccionou na Faculdade de Arquitectura de Milão e Palermo e foi professor convidado nas universidades de Tóquio, São Paulo, Harvard, MIT em Cambridge, Princeton, entre outras.
Foi o responsável pela secção introdutória da XIII Triennale de Milão em 1964, onde ganhou o Grande Prémio Internacional e entre 1974 e 76 foi director da secção de artes visuais e arquitectura da Bienal de Veneza. É membro da Accademia di San Luca desde 1976 e da Accademia di Bera desde 1995.
Em 2000, foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro da Ciência e da Cultura da Presidência da República italiana, e recebeu o grau de Honoris Causa em 1996 do Politécnico de Praga, em 1999 do Politécnico de Bucareste e em 2003 da Universidade do Porto. É membro da Bund der Deutschen Architkten (BDS) desde 1997 e membro honorário do American Institute of Architects desde 1999.  

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