«Lisboa e Vale de Tejo deve apostar no turismo residencial»

Por a 17 de Novembro de 2006

Este será o último ano em que Gilberto Jordan vai presidir à comissão organizadora do Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), um salão que, em três anos, apostou não só no público profissional, mas também no público geral. E a aposta é para manter para que o SIL figure no campeonato dos melhores salões europeus do sector.

Os objectivos da edição deste ano foram alcançados?

Os objectivos estão alcançados, teremos cerca de 37 mil metros quadrados de espaço ocupado, mais de 300 expositores directos, sendo que um terço são estreias e cerca de um quarto são estrangeiros.

E de que países?

De Espanha, Brasil e Angola. Mas sublinho que poderão existir mais representações indirectas.

Qual o número de visitantes esperados?

Esperamos cerca de 30 mil visitantes. Um claro crescimento em relação ao ano anterior, de cerca de 20 por cento. Fizemos uma campanha muito forte a nível de bellow-the-line junto dos sectores profissionais, e também junto do público em geral, com o objectivo de trazer mais pessoas.

Mas o SIL pretende ser uma feira de público-geral ou uma feira profissional?

Pretendemos ser um salão que abrange tanto o público profissional como o público não profissional. Uma aposta que vem desde há três anos, e que está a dar frutos. O nosso objectivo é ocupar os quatro pavilhões da FIL em breve. Ainda não deveremos atingir este objectivo em 2007, mas talvez nas edições seguintes.

As apostas do Salão irão manter-se?

Faz parte da nossa estratégia apostar cada vez mais no mercado residencial turistico e na reabilitação urbana. Passamos a ter mais espaço ocupado na feira, como já referi e também mais arquitectos e engenheiros a participarem, e ainda temos a novidade de, pela primeira vez termos a presença de fundos imobiliários.

E o que destaca mais para a edição deste ano?

Para além do salão em si, destaco as conferências que iremos ter. Uma importante conferência internacional de turismo e ainda a presença do antigo mayor de Nova Iorque, Edwar Koch, o empreendedor da recuperação económica de Nova Iorque nos anos setenta e oitenta. Esta cidade norte-americana foi das primeiras a falir a nível mundial, e Koch conseguiu torná-la naquilo que conhecemos hoje. Penso que a sua experiência vai ser muito interessante de ouvir. Temos também vários concursos, de arquitectura, de fotografia, e vamos também entregar o prémio da personalidade do ano no sector para para Álvaro Quartela. Resumindo queremos que o salão seja um grande evento com valor acrescentado para quem o visita.

A nível internacional, onde se inclui o Sil?

Temos como objectivo colocar o SIL na primeira divisão dos salões de imobiliário europeu, a par do que se faz de melhor pela Europa. Para além de ser nosso objectivo ver Lisboa como uma plataforma onde possam ser discutidos os grandes projectos imobiliários turisticos internacionais.

E como tornar Lisboa nessa plataforma?

Temos, sobretudo, que fazer a promoção da região de Lisboa e do Vale do Tejo, não apenas como Lisboa cidade. Os países estão a perder competitividade para as regiões e esta é uma das regiões com maior pontencial em Portugal e onde deve haver uma clara aposta. E, para além de termos know-how que pode ser exportado no caso, por exemplo, dos turísticos, sobretudo no Brasil.

SIL 2006

Conferências

A III Conferência Internacional do Salão Imobiliário de Lisboa 2006 está dividida em vários acontecimentos e com o objectivo de «apresentar soluções inovadoras que permitirão ao sector imobiliário encontrar estratégias e linhas de acção que garantirão uma mudança eficaz no caminho do desenvolvimento sustentável do imobiliário», segundo os organizadores:

Dia 22 – Realidades e Desafios das Novas Cidades

Dia 23 -International Conference on Emerging Trends in Tourism Hotel, Leisure and Resort Development

Dia 24 – II Conferência InBrasil

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