IMOLUX constrói resort no coração de Lisboa

Por a 17 de Novembro de 2006

Estão a ser criadas novas acessibilidades que incluem a construção de uma nova avenida de acesso privilegiado ao empreendimento «Jardins de São Lourenço», através da Avenida dos Combatentes

O fundo de investimento imobiliário IMOLUX está a construir e a comercializar um empreendimento de luxo dentro de Lisboa, num investimento que ascende aos 92 milhões de euros.

Do investimento total, 85 milhões de euros correspondem aos edifícios do condomínio fechado e sete milhões de euros correspondem ao investimento feito na envolvente em jardins, pátios interiores, e numa nova avenida construída de raiz para ligar a Avenida dos Combatentes ao empreendimento.

O espaço ainda em fase inicial de construção, tem já vendidos 65 por cento de apartamentos, sendo que o condomínio conta com um total de 90 apartamentos.

O projecto dos edifícios ficou à responsabilidade dos arquitectos Nuno Sousa e Sónia Picolo do gabinete Areacor, Projectos e Interiores e toda a envolvente foi projectada pelo Gabinete de arquitectura paisagista PROAP, ao cuidado da arquitecta Carla Silva.

Os apartamentos são de tipologias T3, T4, T5, T6 e as penthouses terão 13 e 10 assoalhadas. As penthouses têm jardins interiores e terraços privativos, algumas terão inclusivamente piscina e jacuzzi.

O projecto prevê a construção de oito edifícios, seis dos quais em forma de ‘U’ com o pátio central e a zona comercial no meio, e os outros dois serão colados ao antigo edifício da bolsa.

As áreas comuns vão contemplar duas piscinas aquecidas com pavimento exterior em deck de madeira e as chaise-longue (espreguiçadeiras), cadeiras e bancos serão fixos no pavimento fazendo o prolongamento do próprio deck, dando a ideia de que emanam do próprio chão.

O empreendimento terá um grande pátio interior, será uma área de lazer com 2.400 metros quadrados dotada de repuxos de água, um lago com elementos de pedra ruivina, zona de nenúfares, árvores, bancos de jardins, sendo o pavimento em madeira deck e pedra xisto preto.

Os «Jardins de São Lourenço» vão contar com uma extensa área verde de 16 mil metros quadrados em toda a zona envolvente, na qual 12 mil metros quadrados são jardins públicos e 4 mil metros quadrados estão destinados a uma zona privada. Nestes jardins vai haver um passeio pedonal com 450 metros de comprimento e quatro metros de largura, bancos de jardim e taludes que funcionam como barreiras acústicas de forma a proporcionar aos habitantes do condomínio um passeio junto da residência com tranquilidade.

Envolvente paisagista

O plano de requalificação urbana para o empreendimento envolveu um projecto de reordenamento viário, um projecto de enquadramento paisagístico e dois projectos de urbanização de três lotes.

Todas as ideias e conceitos pensados para o empreendimento tentaram promover a circulação pedonal, e consolidar uma ampla estrutura verde.

A Praça Central no projecto vai ser dominada por uma composição geométrica de elementos lineares. O pavimento será em ardósias compridas e vai formar uma moldura que pretende destacar uma placa central composta por um espelho de água e pelo deck de madeira. Do espelho de água vão emergir cubos de betão equidistantes que funcionam como «stepping stones».

Um muro de betão polido vai destacar-se do espelho de água e vai ser equipado com jogos de iluminação e luz que surgem de aberturas circulares aleatoriamente distribuídas no seu alçado. Esta fachada principal do espaço vai funcionar como uma cortina que resguarda parcialmente o jardim do pátio central. Os equipamentos do pátio serão constituídos maioritariamente por elementos de iluminação e papeleiras.

No piso 2 vão estar duas áreas funcionais distintas, a área mais a sul vai ser um solário afecto às piscinas e a área mais a norte será um jardim de estadia recreativa elaborado por elementos lúdicos infantis.

A iluminação prevista no projecto deverá ser subtil de forma a não se sobrepor à iluminação emergente dos próprios edifícios, as áreas relvadas terão iluminação rasante e as caldeiras de árvores vão ter iluminação ascendente encastrada.

A captação das águas de escorrência superficial far-se-á através do estabelecimento de pendentes nos pavimentos impermeáveis (lajes de pedra) e sub superficialmente em camadas drenantes no caso de áreas permeáveis, com o respectivo reencaminhamento sub superficial para a rede geral.

O sistema de rega proposto para os espaços exteriores dos «Jardins de São Lourenço» vai ser constituído por duas redes em sistemas superficiais e sobre pressão, sendo as coberturas ajardinadas do Piso 1 regadas apenas em período inicial de instalação, manualmente, a partir de tomadas de água aí instaladas.

Segundo a gestora imobiliária da Imolux, Teresa Pereira «este empreendimento pretende ser um resort dentro da cidade». A primeira fase do projecto estará pronta em Novembro de 2007.

PUB