Oeiras recebe projecto de “luxo”

Por a 20 de Outubro de 2006

O empreendimento residencial e turístico Oeiras Golf & Residence implantado numa área de aproximadamente 112 hectares, apresenta como conceito inovador a construção por módulos que se adapta às necessidades de cada cliente

O empreendimento Oeiras Golf&Residence que irá surgir no concelho de Oeiras, ficará implantado numa área de cerca de 112 hectares, constituído por lotes para a construção de moradias, edifícios de habitação (apartamentos), hotel, apartamentos turísticos, campo de golfe de 18 buracos com Club House e diversos equipamentos de lazer. O complexo é servido pela auto-estrada A5 e pela via rápida que sai do nó de Porto Salvo em direcção ao Tagus Park (EN 249-3), encontrando-se a meia distância entre Lisboa e Cascais.

O empreendimento compreende uma área de construção de cerca de 300 mil metros quadrados. Na primeira fase serão disponibilizados lotes para a construção de moradias isoladas, geminadas e em banda edificadas na fase B da urbanização. Posteriormente, irão ser disponibilizados 1000 fogos de habitação colectiva, distribuídos pelas fases A e C do empreendimento com tipologias desde o T1 ao T4.

A arquitectura contemporânea deste empreendimento foi desenvolvida por Carlos Miguel Grácio Dias, José Soalheiro e Teresa Castro, baseada num conceito de modularidade que se pode adaptar ao programa especifico de cada cliente.

O empreendimento Oeiras Golf&Residence, que envolve um volume de negócio de 450 milhões de euros, é propriedade do FIMES II – fundo de investimento imobiliário fechado, gerido pela Gesfimo, sociedade controlada pela Espart, holding imobiliária do Grupo Espirito Santo.

Tipologia variada

O Oeiras Golf&Residence encontra-se dividido por três fases de loteamento: fase A, fase B e fase C.

A primeira fase (fase A), ainda em estudo, compreende cerca de 700 fogos de habitação colectiva, assim como escritórios e comércio.

A fase B, também classificada como fase inicial do projecto, contará com 110 lotes para construção de moradias unifamiliares, 42 moradias geminadas implantadas em 21 lotes, com uma área total de 21.640 metros quadrados e 9.673 metros quadrados de área bruta de construção e 56 moradias em banda implantadas em 8 lotes com área total de 14.884 metros quadrados e 13.360 metros quadrados de área bruta de construção. Os lotes para a construção das moradias unifamiliares serão comercializados com projecto aprovado e com contrato de empreitada para a construção da moradia tipo «chave-na-mão». O projecto para a moradia será concebido de forma modular para se adaptar às necessidades de cada proprietário, com base em duas soluções estéticas e programáticas que serão desenvolvidas pelo gabinete de arquitectura do empreendimento consoante as especificidade de cada lote. As moradias geminadas dispõem de tipologias T4 e T5 para áreas de construção de 300 metros quadrados em cada fracção. Ainda para a fase B, constará a construção de uma unidade hoteleira de cerca de 11 mil metros quadrados, equipada com 150 quartos e diversas salas de conferência. Está também contemplada para esta fase a implementação de uma unidade com 176 apartamentos turísticos. Segundo o alvará da fase B, esta é complementada pelo lote para o campo de golfe com 18 buracos e Club House com aproximadamente 44 hectares. Existe ainda um lote para a implantação do Driving Range, onde poderá vir a funcionar uma Academia de Golfe. Segundo José Manuel Sousa, administrador da Espart «o funcionamento do campo de golfe será independente da componente residencial, estando prevista a sua exploração por uma terceira entidade, que poderá ser ou não uma empresa do grupo». Relativamente, ao Driving Range este poderá ter um papel determinante na captação de novos praticantes de camadas mais jovens, «esperamos que possa vir a ter uma procura acentuada, dada a falta sentida por um equipamento deste tipo, o qual poderá dar uma contribuição significativa para o crescimento da modalidade» avança o administrador.

A fase C, contempla 10 lotes destinas a habitação colectiva (apartamentos), 12 lotes para moradias unifamiliares e 1 lote de equipamento a ceder à câmara de Oeiras. Os edifícios de habitação colectiva irão proporcionar uma oferta de várias tipologias T1 ao T4, com predominância de apartamentos T3. A área média de fogos é de 142 metros quadrados, todos incluem garagem em box e/ou arrecadação.

Para José Manuel Sousa, «o Oeiras Golf&Residence não está em concorrência directa com outros empreendimentos dotados de golfe, os quais são destinados ao mercado de segunda residência, com forte incidência turística. Neste caso, trata-se de um empreendimento vocacionado preferencialmente para primeira residência, com o atractivo do enquadramento do golfe». O empreendimento Oeiras Golf&Residence estará concluído na sua totalidade dentro de 10 a 12 anos.

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