Portugal apresenta Lisboscópio na Bienal de Arquitectura

Por a 30 de Agosto de 2006

Bienal

Portugal vai participar na 10ª exposição internacional de arquitectura da Bienal de Veneza, que começa dia 10 de Setembro, com um projecto intitulado Lisboscópio, uma «construção efémera» que apresenta ideias sobre a «transformação da cidade».

Durante a conferência de imprensa em que a participação portuguesa foi apresentada, o secretário de Estado e da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, afirmou estarem em curso negociações para adquirir um espaço na zona do Grande Canale, em Veneza, que permita a instalação de um pavilhão português permanente na exposição.

Adelaide Chen, subdirectora do Instituto das Artes, destacou que esta é «a maior participação portuguesa na Bienal de Veneza» e que Portugal, pela primeira vez, vai ter um espaço individualizado nos Jardins da Bienal.

O projecto para esta edição da Bienal cujo tema é «Cidades, arquitectura e sociedade», ficou a cargo de dois arquitectos de gerações diferentes – Amâncio (Pancho) Guedes de 81 anos e Ricardo Jacinto de 31 anos.

Ricardo Jacinto indicou igualmente que «a peça ainda não foi montada na sua totalidade», devido ao facto de ainda ter de ser transportada para Veneza.

O Lisboscópio foi construído com tubos, redes, telas e madeiras, matérias precárias, associadas à transformação da cidade.

Ricardo Jacinto indicou igualmente que «as pessoas podem entrar neste espaço, que terá sempre um aspecto inacabado», e a obra será acompanhada por uma fotografia panorâmica de Lisboa vista do Cristo-rei.

Depois de Veneza, o Lisboscópio terá apresentações itinerantes, prevendo-se que possa ser mostrada em 2007 na China e em Espanha.

Os custos da participação portuguesa nesta mostra internacional de arquitectura ascendem aos 405 mil euros e o Ministério da Cultura contribui através do Instituto das Artes com 335 mil euros.

A décima exposição da Bienal de Veneza estará patente até ao dia 19 de Novembro.

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