Golden Eagle quer ser referência no Ribatejo

Por a 30 de Junho de 2006

moradia

O empreendimento, avaliado em 900 milhões de euros, combina imobilário com desporto, lazer, comércio e serviços, em harmonia com a natureza e todo o meio envolvente

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O concelho de Rio Maior vai receber um empreendimento que vai reunir imobiliário residencial, de turismo e hotelaria, comércio, serviços, desporto e lazer. O Golden Eagle, Residence & Golf Resort é promovido pela Camin e está avaliado em 900 milhões de euros, a aplicar em 12 anos por todos os intervenientes envolvidos no projecto.

A componente de imobiliário do empreendimento será composta por lotes de terreno com áreas entre os 1400 e os 4700 metros quadrados, destinados à construção de moradias unifamiliares isoladas, moradias em banda com 160 metros quadrados, apartamentos de tipologia T1, T2 e T3, e duplexes T2 e T3, com áreas entre 66 e 215 metros quadrados.

Na primeira fase do projecto, «prevê-se a construção de 700 fogos, em cerca de 200 lotes», diz o arquitecto Jorge Peixoto, técnico da autarquia de Rio Maior.

As moradias isoladas serão enquadradas no campo de golfe, para o qual terão uma boa vista ou estarão localizadas num local mais reservado, voltadas para o segundo campo de golfe e para a Serra de Montejunto. O lote médio tem uma área de 2500 metros quadrados. As moradias em banda, por sua vez, são inspiradas na arquitectura tradicional. Estas habitações serão de tipologia T3 e T4, constituídas por dois pisos, cave e jardim privativo.

As moradias situadas junto ao campo de golfe e algumas das moradias em banda têm assinatura do arquitecto Thiago Braddell.

Apartamentos virados para o golfe

Os apartamentos, desenhados pelo Ateliê de Arquitectura Lopes da Costa, na sua maioria de tipologia T1 e T2, serão construídos nas zonas mais elevadas da propriedade, sobranceiros aos campos de golfe e às moradias isoladas. Os edifícios para além de se adaptarem à inclinação do terreno, irão aproveitá-la para criar duplexes. Segundo o arquitecto Lopes da Costa, «pretendeu-se alguma diversidade na oferta, tentando criar-se um caminho entre a moradia e o apartamento». E acrescenta que «os apartamentos aproximam-se mais da tipologia de habitação germinada». É disso exemplo a garagem privativa que muitas destas habitações terão.

Numa preocupação constante com a vista para os campos de golfe, «apostou-se bastante nos duplexes com terraços e varandas, bastante luminosos e transparentes», revela o arquitecto.

O valor médio de venda dos apartamentos é de cerca de 200 mil euros e de 150 mil euros para os lotes das moradias, estando a comercialização a cargo da Consultan. Contactada pelo Construir, não foi possível obter qualquer resposta até ao fecho desta edição.

Aposta no turismode qualidade

Quanto à componente de hotelaria, o projecto visa a construção de dois hotéis de elevada qualidade: um hotel de charme com 120 quartos, que irá surgir da recuperação de um antigo edifício de meados do século XX, e outro, de maiores dimensões, que contará com 200 quartos. Ambos serão geridos por uma cadeia hoteleira internacional, de identidade ainda desconhecida.

Para além de ser um catalizador de turismo e promover a região Oeste, o empreendimento vai criar um total de três mil postos de trabalho, directos e indirectos.

À escola de equitação já existente e ao campo de golfe com 18 buracos irá juntar-se outro campo com as mesmas dimensões, campos de ténis e de pólo, piscinas, um centro de estágios de futebol e uma pequena quinta com animais característicos do meio rural. Este último espaço será de livre acesso aos residentes e familiares, no qual poderão ser organizadas actividades pedagógicas com crianças. O Golden Eagle terá também um colégio, um jardim-de-infância, um centro de congressos, residências sénior assistidas e serviços como escritórios, bancos, lojas, cinemas e restaurantes. A propriedade irá contar ainda com central na portaria e segurança 24 horas.

Construção sustentável

Devido a todas as suas características, «o projecto foi aprovado por unanimidade na Câmara», revela Jorge Peixoto. A ideia do projecto remonta à década de 80, tendo sido aprovada no Plano Director Municipal, em 1995. Porém, só agora é que reúne as condições para avançar.

No que diz respeito à autarquia, está em causa um contrato de urbanização que implica abastecimento de água ao empreendimento, tratamento de águas e de lixo e construção de novas ETARs. Porém, «tudo vai ser custeado pelo loteador», conclui.

Esta «mini-cidade», cujo masterplan é da autoria do arquitecto norte-americano Charles Franzman, terá largas ruas bordejadas por espaços verdes com cinco metros de largura e iluminação.

A propriedade foi submetida a um rigoroso planeamento dos diferentes usos e ocupação do solo. Para além das características do terreno, foram tidos em conta aspectos como a funcionalidade, o meio ambiente, a comodidade, o conforto, estilos e qualidade de vida.

Tendo em conta um planeamento sustentável, dos 540 hectares de propriedade, 79,1 por cento serão destinados a áreas verdes e apenas 7,3 por cento serão ocupados com construção e 13,6 por cento com arruamentos. Para os lotes de terreno está ainda estipulado um índice de construção de 15 por cento da área do lote.

O empreendimento localiza-se a 60 quilómetros de Lisboa, numa viagem que pela A1 dura cerca de uma hora. Além disso, situa-se a 15 minutos da praia e a dez minutos do futuro aeroporto internacional da Lisboa, na Ota, com rápidas ligações às auto-estradas A1, A15 e A8.

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