Mercado marroquino com 10 mil milhões para a construção
As perspectivas do sector da construção em Marrocos não podiam contrastar mais com a actividade quase estagnada em Portugal

Lusa
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Marrocos tem 10 mil milhões de euros para investir na construção e modernização de infra-estruturas nos próximos dois anos e a composição de empresários que integram a comitiva que acompanha o primeiro-ministro a Marraquexe demonstra atenção a esta oportunidade.
O programa da visita de José Sócrates, prevê a realização de duas mesas redondas com empresas portuguesas e marroquinas em paralelo à cimeira. Na mesa redonda das obras públicas estarão, entre 12 empresas presentes, Lena Construções, Conduril, Casais, Eusébios, FDO, Somafel e Martifer Construções ou Tecnovia.
Já na mesa redonda destinada à Energia, sentar-se-ão, entre outras, Efacec, Cabelte, Janz, EDP Internacional, Martifer, Visabeira, Galp Gás, Solar Plus, Magpower, num total de quinze empresas.
As perspectivas do sector da construção em Marrocos não podiam contrastar mais com a actividade quase estagnada em Portugal. Projectos de habitação social, rede de auto-estradas, novas linhas ferroviárias e de TGV, infra-estruturas portuárias e aeroportuárias e grandes investimentos em reabilitação urbana esperam decisão directa do Governo de Rabat.
Mas a maior fatia do investimento público (68%) será liderada por empresas públicas. Por outro lado, é ainda esperado investimento privado no sector turístico, habitação e comércio. Se o sector da construção é dos que mais contribui para o crescimento da economia marroquina, o da energia é outra aposta estratégica do país. Marrocos tem investimentos avultados programados para reduzir a sua dependência do petróleo.
Este ano será conhecido o enquadramento legal e serão lançados os concursos para um investimento total superior a 7 mil milhões de euros na produção de energia solar. Mas o ambicioso plano de expansão das energias alternativas, sobretudo solar e eólica, inclui também o reforço das redes de transporte e de distribuição.
No final do ano passado, Rabat fixou para as energias renováveis o objectivo de produzirem mais de 40% da energia produzida no país até 2020. A poupança em energias fósseis foi fixada em 12% em 2012 e 15% em 2020.
Além destes dois sectores, o AICEP vislumbra ainda um terceiro foco de interesse potencial para as empresas portuguesas: o sector da indústria eléctrica e electrónica, que tem como principais argumentos taxas de crescimento nos dois dígitos, a existência de mão-de-obra qualificada, nível elevado de tecnologia das empresas e proximidade geográfica do mercado europeu.